|OPINIÃO| O esforço coletivo necessário para produzir uma tragédia sanitária como a brasileira

Algumas medidas de distanciamento social mais rígidas, erroneamente chamadas de lockdown (nunca houve lockdown no Brasil, os que foram decretados não foram cumpridos, com a complacência das autoridades públicas), começaram a ser tomadas a partir de janeiro de 2021 não por convicção em seus efeitos, já amplamente demonstrados por outros países, mas porque começamos a empilhar cadáveres aos milhares.

Como implementar políticas industriais

Governos normalmente lançam mão de diversas ferramentas para implementar políticas industriais. Na literatura especializada, esses instrumentos têm sido classificados de diversas maneiras, como mostra o já citado documento Virtual Institute Teaching Material on Structural Transformation and Industrial Policy, publicado em 2016 pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês). Alguns autores, por exemplo, distinguem políticas industriais entre funcionais, horizontais e seletivas. Outros relacionam instrumentos com mercados (produção, trabalho, capitais, terra e tecnologia).

Por que países utilizam política industrial

Historicamente o debate sobre política industrial caracterizou-se por uma série de desentendimentos, principalmente sobre sua definição. Como notaram Pack & Saggi (2006), poucas expressões provocam fortes reações entre economistas e decisores políticos quanto política industrial. Diante disso, atualmente não existe uma definição amplamente aceita sobre o termo. Para alguns autores, política industrial é definida como um roteiro planejado para promover seletivamente certos setores industriais, escolhendo “vencedores” ou “campeões”, com objetivo de desenvolver vantagens comparativas “latentes”.

Reforma tributária e configuração de interesses

Comecemos reafirmando o óbvio: o Brasil possui uma carga tributária de nível intermediário quando comparada com a realidade internacional, algo em torno de 32% do PIB, mas muito regressiva, isto é, a arrecadação incide muito mais sobre o consumo (PIS, Cofins, ICMS etc.) do que sobre a renda (tributos sobre renda, riqueza, herança etc.); chama-se esse tipo de estrutura tributária de regressiva porque ela onera, proporcionalmente, mais os pobres[…]

|Pandemia| Algumas especificidades da covid-19 no Paraná

Desde que um novo coronavírus (Sars-Cov-2) chegou ao Brasil, esperava-se que a doença causada por ele (covid-19) assumisse características distintas ao longo do território nacional. Contribuiriam para isso o tamanho do país, a diversidade e as desigualdades regionais, as diferentes taxas de circulação de pessoas, entre muitos outros fatores. De maneira coerente com essas previsões, as diferentes regiões do país têm, de fato, experimentado situações muito diversas. Por exemplo, depois de as regiões Norte e Sudeste terem sido duramente atingidas pelo crescimento acelerado tanto do número de novos casos quanto de óbitos, agora, é a vez das regiões Centro-Oeste e Sul.

Supremacia tecnológica e política industrial

No início do mês de maio, o presidente americano, Donald Trump, estendeu por mais um ano o banimento da Huawei no país. Ampliando o alcance da medida assinada em 2019, o governo dos EUA manteve suas preocupações relacionadas à segurança nacional e seguirá proibindo a marca de operar no território, além de impedir que empresas sediadas no país façam negócios, comprem ou vendam equipamentos para a marca chinesa. O Reino Unido, além de proceder de maneira semelhante, planeja estabelecer um novo clube de democracias 5G […]

Inovação: a frágil posição do Brasil nas disputas em torno da adoção da tecnologia 5G

Estava prometida a chegada da tecnologia 5G ao Brasil no segundo semestre de 2020, após seis anos de utilização de sua predecessora, 4G. Agora, a previsão para a chegada da nova tecnologia é 2021 ou 2022. O governo brasileiro deverá escolher qual o modelo tecnológico o país adotará para o uso do 5G. Essa decisão, que já foi adiada uma vez, estava programada para ocorrer em setembro deste ano, com a realização do maior leilão de oferta pública de capacidade para a tecnologia móvel de quinta geração no mundo.

A covid-19 e os desafios (velhos e novos) para a área da educação no Brasil

A situação de emergência sanitária e econômica desencadeada pela covid-19, doença provocada por um novo coronavírus identificado como Sars-Cov-2, trouxe consigo enormes desafios em diversas áreas, além de um agravante que não pode ser desconsiderado: os referidos desafios precisam ser enfrentados simultaneamente, sob pena de termos de arcar com faturas demasiadamente elevadas em um futuro próximo.